Tive vontade de dizer para uma amiga: Relaxa, você não vai morrer de amor. O único risco real é de alguma coisa morrer em você.

Tive vontade de…

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Amor não se pede

Se há necessidade de pedir amor, carinho, atenção, o sentimento já não existe. Como pedir que quem quer que seja pense em nós, sinta nossa falta, nos priorize? Como esperar que alguém retribua o que sentimos se isso não for natural? Não dá…

Me irrito com quem pensa que palavras sem ações preenchem vazios… na alma, no sofá, nos vãos entre os dedos, na cama, na vida. Pode ser a melhor das composições, elaborada e até poética. Pode funcionar uma, duas, três vezes. Depois viram linhas vazias, pobres, para não dizer que são insultos que subestimam a inteligência emocional até dos que preferem não se desenvolver muito nessa “área”.

São torpedos, mensagens, emails… Sem toque nem olhar, sem calor, sem presença e sem as poucas palavras importantes olho no olho. Desculpas disfarçadas de impossibilidades. Nada se concretiza, apenas cria-se expectativas e aprofunda-se frustrações. Seria mais honesto libertar, mas parece ter alguma valia manter aprisionado um amor sincero. Faz mal só para quem aceita a algema e uma vida de ilusão.

O amor é o que o amor faz, não o que diz. Não se alimente de palavras, de migalhas, nunca.

obs.: Esse texto pertencia a versão antiga do blog, mas como algumas pessoas gostavam dele, aqui está de volta, publicado. 🙂

A cada SIM ou NÃO

(Este post nasceu no papel. É… papel e caneta. A letra de mão não é mais tão bonita, mas será um belo rascunho, com palavras riscadas, frases refeitas, tudo como a vida é… escrita à caneta.)

Daytripper 2

É fácil entender de onde veem as frustrações. Nascemos com uma vontade absurda de adivinhar o amanhã que nunca se concretiza. Como não se frustrar diante de uma expectativa tão impossível?! Imaginamos tudo sem controle de nada. Por acaso você sabe o que vai acontecer amanhã? Eu não sei, mas vivo de “peru” – morrendo de véspera.

Estava aqui pensando… a maioria das coisas que me provocaram ansiedade pelo futuro, me tiraram o sono ou me fizeram chorar, nem aconteceu e, se aconteceu, foi muito diferente e, em alguns casos, até me trouxe surpresas agradáveis. A insônia e as lágrimas foram em vão.

O desejo de controle é tão utópico que NADA do que “planejei” aos 20 anos para os meus 35 aconteceu, nadica de nada. Ah… nem preciso ir tão longe… nada do que me entristeceu no mês passado aconteceu nesse.

É tudo uma rota louca que muda a cada “SIM” ou “NÃO” que a gente assume. Isso sim define o futuro: o hoje, a escolha de HOJE, a nossa e de mais ninguém! Isso é real. É o que contribui para a felicidade ou não, é onde começa o amanhã, esse mesmo que trará novas decisões que definirá como aquele único dia termina.

Uma noite, disse “SIM” à um quadrinho (sim, eu leio quadrinhos), Daytripper de Fábio Moon e Gabriel Bá. Leitura envolvente sobre… a vida! Cada capítulo traz uma história diferente, de vida e morte, dos mesmos personagens. Li um capítulo por noite e fechei o livro todas as vezes pensando no quanto tudo é possível e imprevisível, e com um desejo no coração de deixar fluir e ter sabedoria para tomar as decisões certas hoje, com sinceridade e dignidade, sem ansiedade pelo futuro que nem sei se existirá. Não parece a melhor escolha? 

Foco

Esse blog já foi anônimo. Já era meu, só que de outro jeito: filtro zero. Estava aqui lendo os textos, guardados, na ânsia de encontrar ao menos um que pudesse postar assinando embaixo sem alterar e… nada! “Salvei” apenas dois que reescreverei porque amo cada ideia.

Meu sentimento? É estranho não poder dizer o que penso, do jeito que é…

Veio à minha mente a última sessão de terapia (das 5 que me aventurei a fazer)… Passei 90% dela falando de uma única pessoa e nem notei. A psicóloga que me chamou atenção para o fato e pediu que eu buscasse, em mim, a razão daquilo. Por que ficaria quase uma hora falando bem de alguém que só me irritava? Resposta óbvia: porque somos iguais, chegamos às mesmas conclusões sobre pessoas e fatos. A diferença é que ele diz, sem filtro, e eu não – o admiro. A gente fala de quem admira.

Sei que tenho ainda seguidores do ForadaCurva antigo e quero pedir desculpas se tiver que segurar o dedo, vez por outra, para ser “o mínimo” politicamente correta. Convivo todos os dias com entrelinhas, silêncios, reflexões solitárias, como a maioria vocês, mas aqui é nosso espaço e precisamos dele sem filtro. É meu novo desafio e o foco do blog!

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Ah! Quero agradecer os que ficaram felizes de receber a notificação da volta do blog. Sorri em saber e me estimulou ainda mais a escrever!

Boa noite e bons sonhos.