(You Want To) Make A Memory

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Hello again, it’s you and me
Kinda always like it used to be
Sippin’ wine, killing time
Trying to solve life’s mysteries

How’s your life, it’s been a while?
God it’s good to see you smile
I see you reaching for your keys
Looking for a reason not to leave

If you don’t know if you should stay
If you don’t say what’s on your mind
Baby just breathe
there’s nowhere else tonight we should be

You wanna make a memory?

I took up this old photograph
look at all that hair we had
it’s bittersweet to hear you laugh
your phone is ringing I don’t wanna ask

If you go now I’ll understand
If you stay Hey I’ve got a plan
We’re wanna make a memory
You wanna steal a piece of time?
You can sing the melody to me
And I can write a couple of lines

You wanna make a memory?

If you don’t know if you should stay
And you don’t say what’s on your mind
Baby just breathe
there’s nowhere else tonight we should be (we should be)

You wanna make a memory?
You wanna steal a piece of time?
You can sing the melody to me
And I can write a couple of lines

You wanna make a memory?

(Bon Jovi)

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Afinidade

Afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
É o mais independente.

Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro
retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto
no exato ponto em que foi interrompido.

Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo para o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.

Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos
verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento,
irradia durante e permanece depois que
as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar
a um não afim, sai simples e claro diante
de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a
respeito dos mesmos fatos que impressionam,
comovem ou mobilizam. É ficar conversando
sem trocar palavras. É receber o que vem do
outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com. Nem sentir contra,
nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente,
mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado,
não para eles próprios.

Sentir com é não ter necessidade de explicar
o que está sentindo. É olhar e perceber.
É mais calar do que falar, ou, quando é falar,
jamais explicar: apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais
esperanças.
É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades
exercidas quanto das impossibilidade vividas.

Afinidade é retomar a relação no ponto em que
parou sem lamentar o tempo de separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela
vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser,
cada vez mais a expressão do outro sob a
forma ampliada do eu individual aprimorado.

autor desconhecido

maosdadas

O que NÃO digo

sombras

Todos tem um lado obscuro, escondido. Mente quem nega. Eu tenho e, diferente do que muitas pessoas pensam (do seu próprio), acho o meu bem interessante. Ele é mais o que sou (de verdade) do que meu “eu” conhecido.

Sempre digo que seria um problema se eu tivesse legenda… e seria, pode acreditar.

Falo e ouço muito, gosto de conversar, gosto de boas conversas. Porém, tudo que falo foi elaborado antes dentro de mim, não sai nada da minha boca que eu não tenha pensado e ponderado. O “problema” está no que não digo. Se o que você tem de mim é silêncio*, pode se preocupar… você tem todas as razões pra isso. Sou capaz dos pensamentos mais densos, duros e profundos e quem é que gosta disso? Pouca gente. Estamos na era da superficialidade. O mundo está lotado de pessoas rasas. Penso até que sempre foi assim, a única diferença é que agora as pessoas tem “onde” mostrar o quanto são rasas, vazias, superficiais, ligadas apenas em aparências, fantasias, infantilidades e imbecilidades.

Entendo que a maioria nem tem 100% de culpa por ser assim… Cada um tem sua história, e algumas são tão ruins que é fácil compreender porque não querem olhar para dentro de si e descobrir como é positivo ser profundo no que é, no que sente, nas escolhas que faz. Por entender isso, me calo. Pouquíssimas pessoas já tiveram acesso ao que penso, sem filtro nenhum, e sei que minhas palavras ficaram marcadas como brasas na alma delas. Não quero ferir ninguém com palavras, prefiro ser cuidadosa (e até protetora), as pessoas já estão feridas e nem sempre preparadas para ouvir algumas coisas, e tem outra… Quem sou eu, não é mesmo? Ninguém! Só busco mais do que aparece, olho pra dentro de mim com curiosidade e com o desejo de ser mais feliz, custe o que custar, de dentro pra fora e intimamente, e busco em você (seja quem for) mais do que mostra.

Mas se pudesse te fazer um pedido, pediria que não tivesse medo de ir mais fundo na sua alma, de se conhecer verdadeiramente. Você pode se surpreender positivamente com o que acontecerá quando encarar o que mais teme dentro de si. Eu me surpreendo sempre e esse é meu caminho para a felicidade.

Experimente. É uma aventura e tanto!

*Existe uma faceta bonita do meu silêncio, mas é tema para outro post. 😉

O fato é que as pessoas não merecem muito esforço. Meu Sensei já tinha me contado esse “segredo” e ele estava certo, desde o início. Quem quer, se vira, faz, acontece, supera, surpreende. A verdade é que a maioria das pessoas não quer nada. Pra mim, é diferente, é suado. Gosto de encarar, construir, contribuir, evoluir. Nem todo mundo gosta.

Parece uma conclusão triste, mas não… É libertadora!
.

Conclusão libertadora