Registro de felicidade

Minha fotografia fala muito de mim. Não é apenas o meu olhar diante do mundo, é também meu jeito silencioso de mostrar quem eu sou.

Gosto de detalhes! Gosto de ver o que ninguém vê, de observar, valorizar detalhes que a maioria nunca notaria.

O registro fotográfico é “quadrado”, tem limites fixos, mas minha visão não. A câmera registra o que eu vejo, não o que ela quer. Vejo diferente, torto, como alguns diriam. Viro a câmara até encontrar o meu ponto de vista, sempre fora da curva.

Busco a alma. Amo o espontâneo porque nele há verdade, sinceridade. Não gosto de poses. Até em estúdio, incentivo os sorrisos soltos e o movimento. A vida flui, como minha fotografia seria diferente? Sim… às vezes borra, às vezes sai do foco, tá… e daí? A vida é assim também e continua sendo linda!

Até entendo que algumas pessoas busquem perfeição estética a todo custo (nem que seja no Photoshop…rs), mas, de verdade, é isso que tem valor para você? Pra mim, não tem. Prefiro fotografar felicidade, olhares de amor, sorrisos em família, gargalhadas entre amigos. Isso é eterno. Aí existe beleza.

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Minha verdadeira alegria é fotografar o que tem valor e levar felicidade ao coração das pessoas. É minha missão… Hoje é o Dia do Fotógrafo e estou aqui para agradecer a cada pessoa que imprimiu sua felicidade nas fotos da minha vida. Obrigada!

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Se permita!

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Escrever sobre o meu 2013 é impossível e nem vou me dar ao trabalho de tentar (rs). Entre as escolhas que fiz, está escolher o que é leve e leve hoje é apenas refletir em silêncio sobre o ano mais importante da minha vida, agradecer cada lição e cada momento em que fechei os olhos para sentir a felicidade correndo plena pelas minhas veias. Até o último dia desse fantástico ano, fiz a melhor coisa que alguém pode fazer por si mesmo: VIVER! 2013 me ensinou muito e me preparou para o melhor ano da minha vida: 2014!!! (como sei? eu sei e faz tempo)

Um dia, num post anterior, contei o que pedi nos primeiros minutos nos últimos 20 anos e hoje confesso a vocês que 2014 teve de mim um pedido diferente, do qual me lembrarei todos os dias e em cada decisão. A tal sabedoria que pedi sempre, agora tem uma missão na minha vida e é com ela que me dedicarei a cumprir e realizar os sonhos do meu coração.

Hoje desejo a você o que desejo a mim mesma: SE PERMITA!

Se permita ser feliz, amar, realizar, conquistar, sonhar… e faça isso tudo MUITO e INTENSAMENTE! Se algo te atrapalhar, tire da frente sem medo, derrube, encare, lute, vença. Se for preciso pedir ajuda pra liberar caminho para sua felicidade, peça e nem demore, porque o tempo é valioso e merece ser tratado como tal. A vida é sua, assim como todas as suas pequenas decisões diárias, e nem tente transferí-la para outras pessoas ou dar desculpas para se acomodar na tristeza. Respire, se posicione, tenha um sonho no coração e não pare nunca parar assistir sua própria vida passar. VIVA DE VERDADE!

Ah! Seja grato, inclusive pelos detalhes. Esse é um dos segredos da felicidade.

OBRIGADA, VIDA! Obrigada, 2013, pelos sorrisos e lágrimas e por toda oportunidade que me apresentou quando já tinha maturidade para dar o devido valor. Obrigada pelas valiosas amizades (todas – as novas e as eternas)… Obrigada pela felicidade, pelo aprendizado, pelo amor. Obrigada por me lembrar que a vida é cheia de surpresas maravilhosas e verdadeiros milagres.

2014, seja bem vindo! Faremos coisas incríveis juntos! 

Você tem o que pede

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Dedico os primeiros instantes de todo ano a um pedido. Faço isso desde que me lembro por gente. Alguns pedem dinheiro, outros sucesso, outros casamento… cada um pede o que mais quer, imagino.

Passei os últimos 20 anos, pelo menos, pedindo SABEDORIA.

Pedir sabedoria é o contrário de pedir facilidades. Sou contra facilidades, não gosto nem de carro automático porque não abro mão da habilidade de trocar marchas. Quero muitas coisas, como todo mundo, mas quero tudo com sabedoria.

Meu tempo é diferente. Não prezo por rapidez e sim por bases sólidas e sinceras demais. Não perco tempo com o que não tem chances de perpetuar e construir; vou só até onde tenho fé. Todos os meus relacionamentos são assim. Tenho os melhores amigos do mundo e os tenho por muitos (ou todos) os anos. Poucos tem esse privilégio. Tiro da minha vida o que não me acrescenta ou é raso demais pra mim. Fica apenas o que e quem faz a diferença. É minha escolha e assumo.

Até nos meus resgates busco sabedoria para o momento atual. Um dia desses, precisava lembrar como sou boa em “sentir felicidade” e passei o dia todo ouvindo umas 5 músicas que faziam, no passado, meu coração bater mais forte e deu super certo! Me preenchi daquele sentimento gostoso e lembrei sim o quanto sei ser apaixonada!

Dar importância à sabedoria, mais do que a outras coisas, pode ter cara de perfeccionismo, mas não é… é cuidado, zelo, respeito, é buscar ser uma pessoa/mulher melhor. A vida é um rascunho, mas à caneta, então faço da melhor forma possível. Sim, penso demais, mas capricho…rs

Escolhi a sabedoria para a minha felicidade e para a felicidade das pessoas que realmente me  importam. Para estes, dedico meu cuidado e meu amor. Meu pedido foi sempre atendido plenamente.

E você, o que pede?

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

. Martha Medeiros .

Sente-se amado

Afinidade

Afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
É o mais independente.

Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro
retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto
no exato ponto em que foi interrompido.

Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo para o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.

Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos
verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento,
irradia durante e permanece depois que
as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar
a um não afim, sai simples e claro diante
de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a
respeito dos mesmos fatos que impressionam,
comovem ou mobilizam. É ficar conversando
sem trocar palavras. É receber o que vem do
outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com. Nem sentir contra,
nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente,
mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado,
não para eles próprios.

Sentir com é não ter necessidade de explicar
o que está sentindo. É olhar e perceber.
É mais calar do que falar, ou, quando é falar,
jamais explicar: apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais
esperanças.
É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades
exercidas quanto das impossibilidade vividas.

Afinidade é retomar a relação no ponto em que
parou sem lamentar o tempo de separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela
vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser,
cada vez mais a expressão do outro sob a
forma ampliada do eu individual aprimorado.

autor desconhecido

maosdadas