Registro de felicidade

Minha fotografia fala muito de mim. Não é apenas o meu olhar diante do mundo, é também meu jeito silencioso de mostrar quem eu sou.

Gosto de detalhes! Gosto de ver o que ninguém vê, de observar, valorizar detalhes que a maioria nunca notaria.

O registro fotográfico é “quadrado”, tem limites fixos, mas minha visão não. A câmera registra o que eu vejo, não o que ela quer. Vejo diferente, torto, como alguns diriam. Viro a câmara até encontrar o meu ponto de vista, sempre fora da curva.

Busco a alma. Amo o espontâneo porque nele há verdade, sinceridade. Não gosto de poses. Até em estúdio, incentivo os sorrisos soltos e o movimento. A vida flui, como minha fotografia seria diferente? Sim… às vezes borra, às vezes sai do foco, tá… e daí? A vida é assim também e continua sendo linda!

Até entendo que algumas pessoas busquem perfeição estética a todo custo (nem que seja no Photoshop…rs), mas, de verdade, é isso que tem valor para você? Pra mim, não tem. Prefiro fotografar felicidade, olhares de amor, sorrisos em família, gargalhadas entre amigos. Isso é eterno. Aí existe beleza.

familia feliz

Minha verdadeira alegria é fotografar o que tem valor e levar felicidade ao coração das pessoas. É minha missão… Hoje é o Dia do Fotógrafo e estou aqui para agradecer a cada pessoa que imprimiu sua felicidade nas fotos da minha vida. Obrigada!

A cada SIM ou NÃO

(Este post nasceu no papel. É… papel e caneta. A letra de mão não é mais tão bonita, mas será um belo rascunho, com palavras riscadas, frases refeitas, tudo como a vida é… escrita à caneta.)

Daytripper 2

É fácil entender de onde veem as frustrações. Nascemos com uma vontade absurda de adivinhar o amanhã que nunca se concretiza. Como não se frustrar diante de uma expectativa tão impossível?! Imaginamos tudo sem controle de nada. Por acaso você sabe o que vai acontecer amanhã? Eu não sei, mas vivo de “peru” – morrendo de véspera.

Estava aqui pensando… a maioria das coisas que me provocaram ansiedade pelo futuro, me tiraram o sono ou me fizeram chorar, nem aconteceu e, se aconteceu, foi muito diferente e, em alguns casos, até me trouxe surpresas agradáveis. A insônia e as lágrimas foram em vão.

O desejo de controle é tão utópico que NADA do que “planejei” aos 20 anos para os meus 35 aconteceu, nadica de nada. Ah… nem preciso ir tão longe… nada do que me entristeceu no mês passado aconteceu nesse.

É tudo uma rota louca que muda a cada “SIM” ou “NÃO” que a gente assume. Isso sim define o futuro: o hoje, a escolha de HOJE, a nossa e de mais ninguém! Isso é real. É o que contribui para a felicidade ou não, é onde começa o amanhã, esse mesmo que trará novas decisões que definirá como aquele único dia termina.

Uma noite, disse “SIM” à um quadrinho (sim, eu leio quadrinhos), Daytripper de Fábio Moon e Gabriel Bá. Leitura envolvente sobre… a vida! Cada capítulo traz uma história diferente, de vida e morte, dos mesmos personagens. Li um capítulo por noite e fechei o livro todas as vezes pensando no quanto tudo é possível e imprevisível, e com um desejo no coração de deixar fluir e ter sabedoria para tomar as decisões certas hoje, com sinceridade e dignidade, sem ansiedade pelo futuro que nem sei se existirá. Não parece a melhor escolha?