Registro de felicidade

Minha fotografia fala muito de mim. Não é apenas o meu olhar diante do mundo, é também meu jeito silencioso de mostrar quem eu sou.

Gosto de detalhes! Gosto de ver o que ninguém vê, de observar, valorizar detalhes que a maioria nunca notaria.

O registro fotográfico é “quadrado”, tem limites fixos, mas minha visão não. A câmera registra o que eu vejo, não o que ela quer. Vejo diferente, torto, como alguns diriam. Viro a câmara até encontrar o meu ponto de vista, sempre fora da curva.

Busco a alma. Amo o espontâneo porque nele há verdade, sinceridade. Não gosto de poses. Até em estúdio, incentivo os sorrisos soltos e o movimento. A vida flui, como minha fotografia seria diferente? Sim… às vezes borra, às vezes sai do foco, tá… e daí? A vida é assim também e continua sendo linda!

Até entendo que algumas pessoas busquem perfeição estética a todo custo (nem que seja no Photoshop…rs), mas, de verdade, é isso que tem valor para você? Pra mim, não tem. Prefiro fotografar felicidade, olhares de amor, sorrisos em família, gargalhadas entre amigos. Isso é eterno. Aí existe beleza.

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Minha verdadeira alegria é fotografar o que tem valor e levar felicidade ao coração das pessoas. É minha missão… Hoje é o Dia do Fotógrafo e estou aqui para agradecer a cada pessoa que imprimiu sua felicidade nas fotos da minha vida. Obrigada!

Você tem o que pede

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Dedico os primeiros instantes de todo ano a um pedido. Faço isso desde que me lembro por gente. Alguns pedem dinheiro, outros sucesso, outros casamento… cada um pede o que mais quer, imagino.

Passei os últimos 20 anos, pelo menos, pedindo SABEDORIA.

Pedir sabedoria é o contrário de pedir facilidades. Sou contra facilidades, não gosto nem de carro automático porque não abro mão da habilidade de trocar marchas. Quero muitas coisas, como todo mundo, mas quero tudo com sabedoria.

Meu tempo é diferente. Não prezo por rapidez e sim por bases sólidas e sinceras demais. Não perco tempo com o que não tem chances de perpetuar e construir; vou só até onde tenho fé. Todos os meus relacionamentos são assim. Tenho os melhores amigos do mundo e os tenho por muitos (ou todos) os anos. Poucos tem esse privilégio. Tiro da minha vida o que não me acrescenta ou é raso demais pra mim. Fica apenas o que e quem faz a diferença. É minha escolha e assumo.

Até nos meus resgates busco sabedoria para o momento atual. Um dia desses, precisava lembrar como sou boa em “sentir felicidade” e passei o dia todo ouvindo umas 5 músicas que faziam, no passado, meu coração bater mais forte e deu super certo! Me preenchi daquele sentimento gostoso e lembrei sim o quanto sei ser apaixonada!

Dar importância à sabedoria, mais do que a outras coisas, pode ter cara de perfeccionismo, mas não é… é cuidado, zelo, respeito, é buscar ser uma pessoa/mulher melhor. A vida é um rascunho, mas à caneta, então faço da melhor forma possível. Sim, penso demais, mas capricho…rs

Escolhi a sabedoria para a minha felicidade e para a felicidade das pessoas que realmente me  importam. Para estes, dedico meu cuidado e meu amor. Meu pedido foi sempre atendido plenamente.

E você, o que pede?

Foco

Esse blog já foi anônimo. Já era meu, só que de outro jeito: filtro zero. Estava aqui lendo os textos, guardados, na ânsia de encontrar ao menos um que pudesse postar assinando embaixo sem alterar e… nada! “Salvei” apenas dois que reescreverei porque amo cada ideia.

Meu sentimento? É estranho não poder dizer o que penso, do jeito que é…

Veio à minha mente a última sessão de terapia (das 5 que me aventurei a fazer)… Passei 90% dela falando de uma única pessoa e nem notei. A psicóloga que me chamou atenção para o fato e pediu que eu buscasse, em mim, a razão daquilo. Por que ficaria quase uma hora falando bem de alguém que só me irritava? Resposta óbvia: porque somos iguais, chegamos às mesmas conclusões sobre pessoas e fatos. A diferença é que ele diz, sem filtro, e eu não – o admiro. A gente fala de quem admira.

Sei que tenho ainda seguidores do ForadaCurva antigo e quero pedir desculpas se tiver que segurar o dedo, vez por outra, para ser “o mínimo” politicamente correta. Convivo todos os dias com entrelinhas, silêncios, reflexões solitárias, como a maioria vocês, mas aqui é nosso espaço e precisamos dele sem filtro. É meu novo desafio e o foco do blog!

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Ah! Quero agradecer os que ficaram felizes de receber a notificação da volta do blog. Sorri em saber e me estimulou ainda mais a escrever!

Boa noite e bons sonhos.